Perigos das vitaminas e minerais em excesso
Sempre
falamos da deficiência de uma ou mais vitaminas, por este motivo estou aqui
para falar sobre o excesso delas, pelo menos um pouco.
Nenhum
medicamento deve ser tomado sem orientação médica, nem mesmo vitaminas ou
minerais. Procure um profissional para que possa ser feita a dosagem de cada
mineral, assim ficará sabendo se esta tudo normal em seu organismo.
Excesso de Vitamina A
O excesso de vitamina A pode ser tóxico, quando é tomada em única dose
(intoxicação aguda) ou durante um período prolongado (intoxicação crônica).
Alguns exploradores da região ártica apresentaram sonolência, irritabilidade,
cefaleia e vômito poucas horas após terem consumido fígado de urso polar ou de
foca, ambos ricos em vitamina A. Os comprimidos que contêm 2 vezes a QDR de
vitamina A, vendidos com o objetivo de prevenir e tratar determinadas doenças
cutâneas, têm causado ocasionalmente sintomas semelhantes, mesmo quando tomados
conforme a prescrição médica. Nas crianças maiores e nos adultos, a intoxicação
crônica ocorre normalmente em decorrência do consumo de grandes doses (10 vezes
a QRD) durante meses. Nos lactentes, a intoxicação pode ocorrer em poucas
semanas. Os sintomas iniciais da intoxicação crônica são o cabelo escasso e
áspero, a queda parcial das sobrancelhas, as rachaduras labiais e a pele seca e
áspera.
As cefaleias intensas, a hipertensão intracraniana e a fraqueza
generalizada são manifestações tardias. As excrescências ósseas e as dores
articulares são comuns, sobretudo em crianças. O fígado e baço podem aumentar
de tamanho. Quando uma mulher toma isotretinoína (um derivado da vitamina A
utilizado no tratamento de problemas cutâneos) durante a gestação, o seu filho
pode apresentar malformações congênitas. O diagnóstico de intoxicação pela
vitamina A é baseado nos sintomas e na concentração anormalmente alta de
vitamina A no sangue. Os sintomas desaparecem 4 semanas após a interrupção do
uso do suplemento de vitamina A. O betacaroteno, encontrado em vegetais (p.ex.,
cenouras), é convertido lentamente em vitamina A no organismo e pode ser
consumido em grandes quantidades sem causar intoxicação. O único efeito
secundário observado é o surgimento de um tom amarelo-escuro (carotenose), nas
palmas das mãos e nas plantas dos pés.
Excesso de Vitamina D
O consumo de uma dose 10 vezes maior do que a QDR de vitamina D durante
vários meses pode causar intoxicação, acarretando um aumento da concentração de
cálcio no sangue. Os sintomas iniciais da intoxicação pela vitamina D são a
inapetência, a náusea e o vômito, os quais são acompanhados pela sede
excessiva, aumento da micção, fraqueza, nervosismo e hipertensão arterial. O
cálcio pode depositar-se por todo o corpo, sobretudo nos rins, onde ele pode
causar uma lesão permanente. A função renal torna-se deficiente, acarretando a
passagem de proteínas para a urina. Também ocorre um aumento da concentração de
uréia (um produto da degradação metabólica) no sangue. O tratamento consiste na
interrupção do uso do suplemento de vitamina D e na instituição de uma dieta
pobre em cálcio, visando reduzir os efeitos da concentração elevada de cálcio
no organismo. O médico pode prescrever corticosteroides, para reduzir o risco
de lesão tissular, e cloreto de amônio, para manter a urina ácida, reduzindo o
risco de formação de cálculos de cálcio.
Excesso de Vitamina E
As doses elevadas de vitamina E, que podem ser administradas aos
recém-nascidos prematuros para reduzir o risco de retinopatia, não parece
produzir qualquer efeito adverso significativo. Nos adultos, as doses elevadas
produzem pouquíssimos efeitos adversos apreciáveis, exceto o aumento das
necessidades de vitamina K, o qual pode causar hemorragia nos indivíduos que
fazem uso de medicamentos anticoagulantes.
Excesso de Niacina
A niacina (mas não a niacinamida) em doses superiores a 200 vezes a QDR
é prescrita para controlar a concentração alta de gorduras (lipídeos) no
sangue. Essas doses podem causar rubor intenso, prurido, lesão hepática,
distúrbios cutâneos, gota, úlceras e redução da tolerância à glicose.
Excesso de Vitamina B6
A administração de doses elevadas de vitamina B6 (500 a 3.000 vezes a
QDR) prescritas para o tratamento da síndrome do túnel do carpo ou da tensão
pré-menstrual podem lesar gravemente os nervos, destruindo parte da medula
espinhal, o que torna difícil a deambulação. A recuperação dessa condição é lenta
e alguma dificuldade de deambulação pode persistir de modo permanente após a
interrupção do uso de suplementos de vitamina B6.
Excesso de Ácido Fólico
Em determinadas condições, o ácido fólico pode ser tóxico. Em doses de
100 vezes a QDR, ele pode aumentar a frequência de crises convulsivas em
indivíduos epilépticos e pode piorar a lesão neurológica nos indivíduos com
deficiência de vitamina B12.
Excesso de Vitamina C
As doses elevadas de vitamina C (500 a 10.000 miligramas) têm sido
recomendadas por alguns para prevenir o resfriado comum, a esquizofrenia, o
câncer, a hipercolesterolêmica e a aterosclerose. No entanto, essas
recomendações têm pouca ou nenhuma base científica. As doses superiores a 1.000
miligramas por dia causam diarreia, litíase renal (nos indivíduos susceptíveis)
e alterações do ciclo menstrual. Alguns indivíduos que interrompem abruptamente
o consumo de doses altas apresentam o escorbuto de rebote.
Excesso de Ferro
O excesso de ferro é tóxico e provoca vômito, diarreia e lesão
intestinal. O ferro pode acumular- se no corpo quando um indivíduo é tratado
com quantidades excessivas ou por um tempo demasiadamente longo, quando ele
recebe várias transfusões de sangue ou no alcoolismo crônico. A hemocromatose
(doença causada pelo excesso de ferro) é um distúrbio hereditário
potencialmente fatal, mas facilmente tratado, no qual uma quantidade excessiva
de ferro é absorvida, afeta mais de um milhão de americanos. Normalmente, os
sintomas manifestam-se quando o indivíduo atinge a meia-idade. A sua evolução é
insidiosa. A pele apresenta uma coloração bronzeada. O indivíduo apresenta
cirrose, câncer de fígado, diabetes e insuficiência cardíaca e morre
prematuramente. Os sintomas podem incluir a artrite, a impotência, a
infertilidade, hipotireoidismo e a fadiga crônica. Os exames de sangue podem
revelar se o indivíduo apresenta excesso de ferro. Todos os familiares de um
indivíduo afetado devem ser submetidos a uma investigação. O tratamento de
escolha é a sangria terapêutica. O diagnóstico e o tratamento precoces permitem
uma vida longa e saudável.
Excesso de Zinco
As grandes quantidades de zinco, geralmente adquiridas através do
consumo de alimentos ácidos ou de bebidas acondicionadas em latas com
revestimento de zinco (galvanizadas), podem produzir um sabor metálico, vômitos
e problemas gástricos. A ingestão de 1 grama ou mais pode ser fatal.
Excesso de Cobre
O cobre que não está ligado a uma proteína é tóxico. O consumo de quantidades
relativamente pequenas de cobre livre pode provocar náusea e vômito. Os
alimentos ácidos ou as bebidas que se encontram em contato prolongado com
recipientes, tubulações ou válvulas de cobre podem estar contaminados com
pequenas quantidades deste metal. Quando quantidades de sais de cobre, os quais
não estão ligados a uma proteína, são ingeridos de forma inadvertida ou quando
compressas saturadas com uma solução de um sal de cobre são utilizadas para
tratar grandes áreas de pele queimada, pode ocorrer a absorção de uma
quantidade de cobre suficiente para lesar os rins, inibir a produção de urina e
causar anemia em decorrência da hemólise (ruptura dos eritrócitos).
A doença de Wilson é um distúrbio hereditário no qual ocorre um acúmulo
de cobre nos tecidos, acarretando uma lesão extensa. A doença de Wilson afeta 1
em cada 30.000 indivíduos. Nesse distúrbio, o fígado não secreta o cobre para o
interior do sangue e nem o excreta para o interior da bile. Consequentemente, a
concentração de cobre no sangue é baixa, mas ocorre um acúmulo do mesmo no
cérebro, nos olhos e no fígado, causando a cirrose. Na córnea, o acúmulo de
cobre produz um halo dourado ou verde-dourado. Normalmente, os sintomas
iniciais são decorrentes da lesão cerebral e incluem os tremores, as cefaleias,
a incapacidade para falar, a falta de coordenação e inclusive a psicose. A
intoxicação pelo cobre é tratada com a penicilamina, a qual se liga ao metal e
promove a sua excreção, sendo um exemplo da terapia de quelação. Para preservar
a vida, o tratamento deve ser mantido indefinidamente.
Excesso de Manganês
A intoxicação pelo manganês é comum apenas entre os indivíduos que
trabalham em minas e com o refinamento deste mineral. A exposição prolongada
produz lesões nervosas, com sintomas que se assemelham ao parkinsonismo
(tremores e dificuldade nos movimentos).
Excesso de Molibdênio
Os indivíduos que consomem grandes quantidades de molibdênio podem
apresentar sintomas semelhantes aos da gota: incluindo uma concentração alta de
ácido úrico no sangue e dores articulares. Os mineiros expostos à poeira de
molibdênio podem apresentar sintomas inespecíficos.
Excesso de Selênio
O excesso de selênio pode produzir efeitos deletérios, os quais podem
ser decorrentes do uso de suplementos sem prescrição médica em doses de 5 a 50
miligramas por dia. Os sintomas são a náusea, o vômito, a queda de cabelo e
unhas, uma erupção cutânea e lesões nervosas.
Excesso de Iodo
A intoxicação pelo iodo é causada pelo consumo diário de quantidades
muito grandes de iodo (400 vezes a QDR), algumas vezes como consequência do
fato de viver próximo ao mar. O excesso de iodo pode produzir o bócio e,
algumas vezes, o hipertireoidismo.
Excesso de Fluoreto
Os habitantes de regiões onde a água potável é muito rica em flúor podem
absorver quantidades excessivamente altas deste elemento, uma condição
denominada fluorose. O fluoreto acumulado nos dentes (sobretudo nos
permanentes) e nos ossos. Manchas irregulares de cor branco-giz formam- se na
superfície do esmalte dentário, podendo tornar-se amarelas ou castanhas e
fazendo com que o esmalte pareça moteado.
Nutrição a seu alcance
Catiana Dorea
CRN5 5068/P
Tudo em excesso faz mal mesmo!!!
ResponderExcluirAbs
Lorenzo Busato
lorenzobusato.blogspot.com